Durante entrevista no Programa É do Povo, na Sauipe FM, o delegado titular de Mata de São João, Euvaldo Costa, falou na manhã desta quarta-feira (12) sobre a prisão de um pré-candidato à vereador, acusado de estupro de vulnerável. O caso foi amplamente repercutido em grupos de WhatsApp na cidade.

Fábio André Ramos, conhecido como ‘Pororoca’, foi preso por investigadores da Polícia Civil sob a acusação de cometer atos libidinosos contra uma menor de 12 anos, moradora de Mata de São João.

“Nós estamos trabalhando nas investigações, mas o que nós temos de concreto nos autos ou pelo menos de grandes evidências é que já existia esse crime de abuso contra a menor de 12 anos, desde 2019. Se o fato realmente se comprovar, a criança tinha 11 anos, e participava de atos libidinosos, e não necessariamente que haja a conjunção carnal a penetração, mais houve ato sexuais relacionados a criança. Ainda que com o consentimento da vítima, se configura crime de estupro, de acordo com a nova lei penal. É um crime de seu gênero de abuso sexual”, destacou Costa.

“Nós estamos de olho, independentemente de classe ou religião. O que nós pensamos é que as vítimas merecem proteção e isso que vamos fazer e estamos fazendo de forma indiscriminada. Não podemos dizer conclusivamente que tudo já está resolvido, mas estamos aprofundando as investigações. As evidências são grandes de que o fato tenha acontecido não só uma criança, mas com duas. Ou que mais pessoas estejam envolvidas na situação”, frisou o titular da delegacia de Mata de São João.

O delegado explicou como funciona o crime de estupro de vulnerável. “O crime de estupro é necessário que tenha contato com a vítima, mas o crime de violência sexual contra criança, basta ter contato no campo virtual que já se configura. Por exemplo, se alguém quiser assediar uma criança via WhatsApp ou outro aplicativo cibernético, se configura crime também. É um tipo de violação da sexualidade infantil que é punido”.

Euvaldo Costa disse que há hipótese do acusado ter pago à vítima pelo ato libidinoso. “Nós estamos investigando se houve pagamento, mas tudo indica que sim”

Preso preventivamente

“O caso será levado ao judiciário hoje [terça-feira], e o judiciário vai decidir se mantem a prisão ao não. Estamos levando o fato com base que poderia voltar a acontecer, pois teria acontecido anteriormente e isso será apreciado agora pelo judiciário com o parecer do Ministério Público”, revelou.

Euvaldo Costa fez um alerta aos pais: “Que as pessoas tenham mais cuidados com seus atos e os pais e responsáveis e professores fiquem de olho em nossas crianças. Precisamos, agora, mais que nunca oferecer um laço de proteção a essas crianças”.

Fonte: Mais Região