A greve geral contra a reforma da Previdência nesta sexta-feira (14), em todo o território nacional, foi um sucesso em terras baianas, segundo a CUT. Estima-se que a adesão possa ter sido ainda maior que a de abril de 2017, quando, de acordo com a central sindical, se deu a maior paralisação de sua história.

“Foi provavelmente a maior greve geral da história da Bahia. A manifestação foi um sucesso. Contamos com a adesão de toda a indústria, rodoviários, bancários e comerciários. Pouca gente trabalhou hoje”, disse eufórico o secretário de finanças da CUT na Bahia, Alfredo Santos.

Com atos em diversos pontos da cidade, os manifestantes bloquearam vias importantes da capital. Sem ônibus, para se locomover, os soteropolitanos tiveram que recorrer a um plano emergencial da prefeitura, e puderam contar com 300 micro-ônibus do transporte alternativo. O metrô funcionou normalmente.

Os grevistas realizaram duas caminhadas: uma pela manhã, que foi da Rótula do Abacaxi até a região do Shopping da Bahia e outra pela tarde, no Centro, com concentração no Campo Grande.

Texto não agrada

Na visão de Alfredo Santos, o texto apresentado ontem no Congresso sobre a reforma da Previdência, tentou “amenizar” alguns aspectos mais polêmicos do projeto, mas ainda falta aos parlamentares focarem em outras medidas.

” Está muito aquém do que poderia ser. O ideal seriam mudanças nos regime próprios e não no geral. Defendemos alterações nas aposentadorias do sistema judiciário, militares, parlamentares e outras categorias privilegiadas”, explicou. “Também acreditamos ser necessária uma reforma tributária e o combate as fraudes para um sistema de arrecadação mais eficaz”, completou o sindicalista.

Fonte: Varela Noticias