Alagoinhas: Prefeitura inicia a construção da nova célula do Aterro Sanitário

Como parte do trabalho de requalificação do aterro sanitário municipal, a prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (SESEP), iniciou a construção de uma nova célula no local, a Célula “C”. Com investimentos de mais de R$ 800 mil, a medida tem o intuito de manter o aterro funcionando de acordo com as normas técnicas estabelecidas pelos órgãos ambientais e vai aumentar a vida útil destinado para o descarte de resíduos sólidos produzidos pela população, por mais 20 anos. Após a conclusão das obras, as células “A” e “B” não serão mais utilizadas.

A autorização para início imediato das obras foi assinada pelo prefeito Joaquim Neto na manhã desta segunda-feira (06), no próprio local, com as presenças da vice-prefeita, Iraci Gama, secretários, dos vereadores José Cleto, Pastor Lins e Norberto Alves (Bebé), dos representantes das Forças Empresariais de Alagoinhas, Yure Azi (CDL), Renaldo Barreto (CDL), José Carlos (ACIA) e Benedito Vieira (SICOMERCIO), imprensa e representantes de entidades de classe, como a União das Associações de Moradores (UAMA).

Durante o encontro, o diretor da 2D Engenharia – empresa que ficará responsável pela obra e pelo operacionalização do aterro -, Denilton Salomão, e o diretor do equipamento, Jonatas Borges, apresentaram o conjunto de intervenções que vêm sendo desenvolvidas no aterro, visando a destinação devida dos resíduos sólidos e o cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público Estadual em novembro de 2017. Encontrado pela gestão atual em situação de abandono e com características de lixão, para chegar às condições e o visual que o aterro possui hoje, a primeira medida foi a contratação, em caráter emergencial, da empresa Sustentare Saneamento, que realizou a requalificação do equipamento com a execução da abertura de acesso para as células de descarte, recuperação e retaludamento das células existentes, drenagem de todo o chorume acumulado no maciço, que deixava-o instável, e remoção de cerca de 30 mil toneladas de lixo que se encontrava fora das células e realocando-o para as células A e B. Além disso, foi feita a recuperação dos drenos de gases e chorume, estabilização da cerca, e três vezes por semana, 240 mil litros de chorume são levados para a Cetrel, estação de tratamento de água e resíduos em Camaçari.

A execução do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos, o Plano de Recuperação de Área Degradada – PRAD, e o licenciamento ambiental são outros pontos previstos no documento, e que também já estão em curso.

Presente no evento, Ailton Andrade, presidente da Associação dos Moradores da Fazenda Espuma, comunidade na qual o aterro está instalado, elogiou a gestão pela condução no processo das mudanças e disse que a redução do mau cheiro, moscas e outros vetores na região foi intensa. “Agora o comércio de bares e restaurantes da região voltará a ser atraente”, disse o morador.

Além das medidas para a requalificação e construção da nova célula C, foram destacadas as iniciativas da gestão para garantir melhorias efetivas nas condições de trabalho dos catadores, a exemplo do acordo de cooperação técnica entre a Cooperativa de Catadores e Recicladores de Alagoinhas (CORAL), cursos e palestras oferecidos gratuitamente às cooperativas de catadores e reciclados. Visando a inclusão social e à cidadania, a Secretaria Municipal de Assistência Social também iniciou a aplicação de questionários socioeconômicos a catadores independentes do aterro municipal e realizou a inserção dos catadores que atuam na área do aterro, nos programas assistenciais e de saúde.

A diretoria do aterro está para trazer soluções inclusivas que garantam a retirada dos catadores de situações irregulares e alguns catadores que trabalhavam no local já foram contratados pela empresa, a exemplo de Jorge Alves, 19 anos, que participou da solenidade e deu um depoimento sobre as mudanças na sua qualidade de vida após ter sua carteira assinada.

“Em relação ao descarte responsável dos resíduos, instalação de coletores e contêineres, para a implantação de Pontos de Entrega Voluntária em Alagoinhas, também já está em andamento, assim como uma minuta de Lei municipal para a coleta seletiva, que está sendo debatida pela Administração”, explica o secretário da SESEP, Edmilson Figueredo.

Em sua fala, o secretário de Desenvolvimento e Meio Ambiente, Edésio Cardoso, discorreu sobre a atuação da sua pasta no que tange à Educação Ambiental no município. “Temos garantido um grande reforço na conscientização sobre a conservação do meio ambiente na cidade, por meio de um trabalho contínuo desenvolvido junto às escolas municipais, com projetos como o “Eco Kids”, o “Eco Teens” e o “Alagoinhas 3+”, pontuou Edésio.

Estivemos no aterro no início de 2017 e o equipamento estava totalmente desfigurado, muito lixo amontoado desde a entrada, e uma grande quantidade de moscas e outros vetores que impediam até mesmo de sairmos do carro. Eu acredito que o que fizemos foi, de fato, um ato de coragem, porque a assinatura deste compromisso para a gestão devida dos resíduos sólidos, dentro de todas as normas, tinham sérias implicações com a justiça caso não fossem cumpridos, mas essa era uma medida vital para o meio ambiente, para a proteção do nosso subsolo, da nossa maior riqueza, que é a água e , principalmente, para a saúde pública. Sem falar que nesta questão também estão envolvidas a sobrevivência e a qualidade de vida de muitas famílias que trabalham com a coleta de materiais recicláveis. Tratamos de resolver o problema de forma imediata, todas as cláusulas do TAC estão sendo cumpridas rigorosamente, e faremos ainda muito mais ações para que o município siga gerindo os resíduos sólidos de forma ambientalmente correta”, disse o prefeito Joaquim Neto.

Por meio de doação feita pela Empresa 2D Engenharia, o aterro também contará com o um belo projeto paisagístico. Na partes internas e externas, serão plantadas mil mudas de várias espécies, entre elas, a palmeira imperial e árvores frutíferas.

Fonte: SECOM PMA