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sexta-feira, abril 12, 2019

Bahia adota medidas preventivas contra a Peste Suína Clássica

Atenta aos riscos sanitários provenientes de outros estados do Brasil, a Agência de Defesa Agropecuária (ADAB) está atuando com uma ação preventiva contra a Peste Suína Clássica (PSC). A agência vem adotando medidas para que a doença não chegue a Bahia. Além disso, a ADAB esta assinando um termo de cooperação técnica entre os estados para agir conjuntamente e trocar informações entre os serviços veterinários referente a PSC. É válido ressaltar que a Bahia faz parte da área livre e nunca houve a identificação dessa doença no território baiano. Entre os estados de zona livre, o último foco foi registrado em São Paulo em 1998.

A ADAB reforçou a fiscalização nos postos fixos nas divisas do Piauí, Pernambuco e Alagoas. Há a intensificação da vigilância epidemiológica em propriedades. Todo o trânsito de suídeos, produtos e subprodutos é proibido entre as áreas não livres e área livre.

Foi realizada a capacitação de Médicos Veterinários para atuarem em emergência sanitária caso ocorra um foco de PSC, em conformidade ao plano de contigência, treinamento de auxiliares de fiscalização que atuam nos postos de fiscalização e móveis, incremento nas ações de vigilância ativa nas propriedades de maior risco – que estão nas divisas . Além disso, educação sanitária aos produtores, transportadores de animais, em escolas e associações com distribuição de folders sobre PSC.

Na área laboratorial, vem realizando sorologia nas granjas próximas as áreas de divisas, vigilância em matadouros frigoríficos tanto no pré-abate como no abate, incluindo nestes estabelecimentos sorologia quando os animais são reprodutores e as matrizes oriundas desses estados. O diretor de defesa Animal da ADAB, Rui Leal, faz um alerta para os produtores e profissionais que atuam na área.

“Os produtores e médicos veterinários autônomos são fundamentais na defesa agropecuária de qualquer doença. Eles devem notificar todas as suspeitas para a agência. O produtor não deve adquirir animais sem Guia de Trânsito Animal (GTA), pois está guia garante a procedência e é uma ferramenta de rastreabilidade efetiva aos órgãos de defesa. Outra recomendação é não alimentar suínos com resto de alimento, sem que tenha passado por processo de cozimento. É importante reiterar que qualquer caso suspeito, mesmo que não seja na propriedade, deve ser comunicado a ADAB. Está vigilância passiva é de grande importância aos serviços veterinários do Estado”, concluiu.

Na tarde da última terça-feira (09), o diretor-geral da agência, Bruno Almeida, esteve reunido com o Secretário de Comunicação da Bahia, André Curvelo, solicitando apoio para ampla divulgação das medidas preventivas. “estamos tomando todas as medidas de modo a garantir o status de zona livre para PSC. A Coordenação de Vigilância Epidemiológica está trabalhando em conjunto com as diretorias técnicas, exatamente, em busca da prevenção da entrada dessa doença. Estamos reunidos com as agências de defesa agropecuária de alguns estados do Nordeste. Temos que trabalhar de forma integrada, a defesa agropecuária é de responsabilidade compartilhada, não adianta a gente limpar nosso terreno e o do vizinho continuar sujo”, garantiu.

Ainda segundo Almeida “o controle e a erradicação da PSC é de grande relevância para a economia local e nacional”, finalizou.

O que é a Peste Suína Clássica

Peste Suína Clássica é uma doença viral que acomete suínos doméstico e javalis, altamente contagiosa, e se caracteriza por febre alta, conjuntivite, lesões avermelhadas na pele dos animais (hemorrágicas), principalmente nas extremidades do corpo, provoca alta mortalidade, falta de apetite, fraqueza e a tendência de se amontoar.

O vírus é transmitido pelo contato direto com animais doentes; por pessoas, utensílios, veículos, roupas, instrumentos e agulhas com o vírus; por restos de alimentos mal conservados ou por transmissão da mãe para o filhote, ainda na placenta.

A PSC não oferece riscos à saúde humana, mas traz perdas econômicas para o suinocultor. A notificação de suspeita ou ocorrência da PSC é obrigatória a qualquer cidadão e para todo profissional que atue na área de diagnóstico, ensino ou pesquisa em saúde animal, e deve ser feita o mais rápido possível para evitar a difusão da doença para outras propriedades.

Impactos da doença na economia 

No caso de uma introdução do vírus em qualquer estado localizado na zona livre, trará ao país prejuízos na exportação de carne suína. Além, dos impactos nas exportações dos complexos de soja, algodão e milho, pois estes produtos necessitam para exportação certificados internacionais, de que nos últimos três meses não ocorreram registro de Peste Suína Clássica e Aftosa.

Fonte: Ascom ADAB
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