Atiradores pediram ajuda em fórum de extremistas para cometer massacre em escola

Os atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, que mataram pelo menos 10 pessoas e depois se suicidaram em uma escola em Suzano, no interior de São Paulo, nesta quartafeira (13), utilizaram uma comunidade extremista na internet para pedir dicas sobre como planejar o ataque e obter armas para o crime.

Imagens obtidas pelo R7 retratam alguns tópicos criados pelos dois atiradores no Dogolochan, um polêmico fórum na internet em que usuários violam direitos humanos e estimulam a prática de crimes.

Em uma das publicações, Luiz questionou aos frequentadores quais as melhores formas para matar mais pessoas. Após receber conselhos de alguns frequentadores, ele agradeceu a um dos administradores do chan: “Esperamos do fundo dos nossos coração (sic) não cometer este ato em vão (…). Fique com Deus, meu mentor”. Em outro texto postado, o administrador secreto que teria dado dicas a Luiz afirmou que o atirador teria entrado em contato com ele em uma conversa privada para buscar um canal através do qual ele conseguisse adquirir um revólver calibre 22.

Comemoração

Enquanto familiares se debruçam sobre os corpos das vítimas assassinadas na tragédia, usuários do Dogolochan elevaram os dois atiradores ao posto de heróis. Em algumas publicações, pessoas fazem referências à música “Pumped Up Kicks”, da banda Foster The People. A letra narra a história de um jovem que dispara contra colegas de escola. De acordo com informações da Vice, o 55chan, inclusive, colocou a música para tocar automaticamente sempre que o site for aberto.  Usuários até chegaram a lamentar que os dois atiradores não conseguiram “superar” o número de mortos do Massacre de Realengo, comentido por Wellington Menezes de Oliveira, em 2011. Na ocasião, o homem foi responsável pela morte de 12 crianças e após o crime cometeu suicídio. O Dogolochan também está ligado a este crime.

O Dogolochan foi criado em 2013 pelo hacker Marcelo Valle Silveira Mello. Ele foi a primeira pessoa condenada pela justiça brasileira pelo crime de racismo naninternet, em 2009.

No dia 10 de maio do ano passado, o criminoso foi preso durante a realização da Operação Bravata, da Polícia Federal.

Fonte: O Tempo