Após Suzano, relembre outros ataques em escolas; um caso aconteceu em Salvador

Na manhã desta quarta-feira (13), um atentado na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior de São Paulo, deixou 10 pessoas mortas e nove feridas. Entre as vítimas estão seis adolescentes, duas funcionárias da escola e os dois atiradores, que se mataram após o crime. No entanto, o caso desta manhã com armas de fogo dentro de escolas brasileiras não é isolado. Relembre:


GOIÂNIA

Em outubro de 2017, um adolescente de 14 anos atirou contra os colegas dentro do Colégio Goyazes, em Goiânia, capital de Goiás. O atentado deixou dois estudantes mortos e quatro feridos. O menino era aluno do 8º ano e levou para a escola uma pistola que pertencia à mãe dele, que é policial militar. Segundo os colegas, ele sofria bullying.

JOÃO PESSOA

Um adolescente de 16 anos atirou em três alunas da Escola Estadual de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, em abril de 2012. Segundo a polícia, o objetivo do atirador era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes. No ataque, as adolescentes de 17 anos ficaram feridas, mas tiveram alta nos dias seguintes ao crime.

REALENGO

Em abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, com o pretexto de buscar o histórico escolar dele, que era ex-aluno da instituição. Dentro da escola, ele atirou em direção aos alunos por cerca de cinco minutos. O atentado deixou 12 mortos e 12 feridos.

Após o crime, Wellington se matou. Ele chegou ao local com dois revólveres, muita munição, colete a prova de balas e cinturão com armamento. Dentro da casa dele, a polícia encontrou anotações em que o atirador dizia que os ex-colegas que o humilharam na adolescência eram os culpados pelas mortes.

SÃO CAETANO DO SUL

Em setembro de 2011, um aluno de 10 anos atirou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, e depois se matou, dentro da escola Professora Alcina Dantas Feijão. Na hora do disparo, 25 alunos estavam dentro da sala de aula. Após atirar na professora, o menino deixou a classe e disparou contra a própria cabeça. A arma pertencia ao pai da criança, que era então guarda civil.

SALVADOR

Em 2002, um adolescente de 17 anos matou duas colegas dentro de uma sala do colégio particular Sigma, em Salvador. Segundo a polícia na época do crime, arma utilizada pelo atirador pertencia ao pai dele, que era perito policial. O adolescente levou a arma dentro da mochila e durante a aula atirou no peito de uma menina que sentava ao lado dele. Em seguida, ele caminhou seis metros dentro da sala de aula e atirou três vezes contra outra colega, que foi ferida no peito e na cabeça. Ela chegou a ser encaminhada para o Hospital São Rafael, mas não resistiu. O adolescente foi apreendido em flagrante.

Fonte: Varela Notícias