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sábado, dezembro 22, 2018

Justiça manda prender PMs envolvidos no assassinato de economista espanhol

A Justiça acatou o pedido de prisão dos soldados da Polícia Militar Maurício Correia dos Santos e Saulo Reis Queiroz. Eles, segundo a Polícia Civil, estão envolvidos na morte do economista Márcio Perez, ocorrida no dia 19 de setembro. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20/12) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com as investigações, a versão apresentada pelos policiais não coincide com relatos de testemunhas e outras peças do inquérito. O pedido de prisão preventiva da dupla foi solicitada na última segunda-feira e atendida somente na quarta. O documento já foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar para cumprimento.

“A prisão preventiva é justamente para que possamos esclarecer alguns fatos que, para nós, ainda não foram devidamente explicados”, afirmou o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Bezerra. Mesmo com a prisão, a polícia ainda quer saber a motivação e outros detalhes acerca do assassinato.

MORTE

Márcio foi atingido com um tiro na nunca após a perseguição policial. Na ocasião, o economista subiu em um canteiro na região do Costa Azul. Ele chegou a ser socorrido por policiais da 39ª CIPM para uma unidade de saúde, mas não resistiu. O corpo de Márcio foi liberado do IML no dia 20 de setembro e enterrado na Espanha.

O assassinato chamou a atenção da imprensa internacional. Uma das publicações, distribuída para sites da Europa, o prefeito de Ponte Caldelas (Pontevedra) – onde os pais de Márcio nasceram -, Andrés Díaz Sobral, está cobrando explicações da polícia brasileira. O gestor, inclusive, chamou as primeiras declarações da PM de “contraditórias”.

Policiais da 58ª Companhia Independente (CIPM), localizada em Cosme de Farias, a mais de 10 quilômetros do local do ocorrido, estão envolvidos no caso. O promotor do Ministério Público (MP-BA), Davi Gallo, acredita que o crime pode ter relação passional. “Sobre o caso de traição e envolvimento sentimental: não tem informação, inclusive depoimentos dela afastam a probabilidade de ter relacionamento com o PM, mas não descartaram [a Polícia Civil]. É uma das linhas, mas a mulher nega ter relacionamento”, frisou durante as investigações.

Fonte: Aratu Online
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