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sábado, novembro 10, 2018

Relatório da PF conclui que Geddel e Lúcio Vieira Lima cometeram o crime de peculato

O ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), cometeram o crime de peculato ao contratar empregados pessoais – entre eles motoristas e domésticas – como assessores e secretários parlamentares. A afirmação é do relatório final da Polícia Federal, que concluiu as investigações contra irmãos. O documento foi anexado ao inquérito sobre o caso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a abertura da investigação, em um desdobramento da ação penal sobre os R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento de Salvador ligado à família Vieira Lima. Raquel Dodge já havia expressado ao Supremo ter encontrado indícios,em setembro deste ano, na investigação sobre o apartamento, de que os irmãos Vieira Lima lotavam em seus gabinetes funcionários fantasmas e que os dois se apropriavam dos salários de supostos assessores e secretários, na verdade empregados pessoais, o que configuraria o crime de peculato.

Delegado responsável pelo caso, Bruno Benassuly Maués Pereira, recomendou a apresentação de denúncia e disse que “concorda integralmente com o convencimento já expressado” pela procuradora-geral da República”. No relatório que chegou ontem (8) ao STF, ele escreveu que “nas mais de 30 inquirições realizadas, confirmou-se que Lúcio Vieira Lima e família se utilizavam de indicações de secretários/assessores parlamentares para contratar pessoas para exercer funções de cunho pessoal, sem qualquer ligação com a atividade parlamentar".

O delegado citou empregados domésticos e motoristas que dirigiam para esposas e filhos dos dois parlamentares. “Também se confirmou que muitos nomeados sequer têm contato com os deputados, sendo incapazes de demonstrar, concretamente, qualquer trabalho realizado em prol da atividade parlamentar ou documento que possa sugerir um ato administrativo”, acrescentou. Constam como investigados no processo o outro irmão, Afrísio Vieira Lima Filho, e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima. Recentemente, Alexandre de Moraes deu vista do processo à PGR para que volte a se manifestar.

Fonte: Radar da Bahia
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