Perícia diz que jogador foi morto com facada no pescoço após sessão de espancamento - Portal Alagoinhas News - Notícias de Alagoinhas - Bahia e Região

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domingo, novembro 25, 2018

Perícia diz que jogador foi morto com facada no pescoço após sessão de espancamento

Os laudos periciais da morte do jogador Daniel Corrêa em 27 de outubro foram apresentados nesta quinta-feira (22), na sede do Instituto Médico Legal de Curitiba. As autoridades chegaram à conclusão de que o jogador foi morto por degola parcial de sua cabeça. Os peritos não puderam esclarecer, no entanto, se Daniel já estava morto quando seu pênis foi cortado. Edison Brittes Júnior, o Juninho Riqueza, assumiu a autoria do crime. Juninho e mais seis pessoas estão presas.

“A necropsia foi realizada pela médica legista Regina Gomes. Foi constatado que de fato a causa mortis foi a degola parcial. Chegou a haver a exposição da coluna cervical”, explicou o diretor do IML, Paulino Pastre. O perito disse que não é possível confirmar qual corte foi feito primeiro, se o do pescoço ou o da região genital.

“Havia na região amputada coágulos e são evidências de que esta lesão ocorreu muito proximamente ao momento da degola, mas não há possibilidade de precisar quanto tempo. Não há possibilidade de se precisar qual lesão ocorreu primeiro, mas é possível que tenha ocorrido muito próximo. Não há como precisar se ele estava vivo quando emascularam o órgão, mas a causa da morte foi a degola”, afirmou Paulino Pastre.

Daniel foi morto após uma sessão de espancamento na casa dos Brittes. Seu corpo foi encontrado com sinais de tortura horas depois. Durante a entrevista coletiva, o diretor do IML chegou a dizer que o pênis de Daniel havia sido arrancado depois do corte de seu pescoço. Posteriormente, Paulino Pastre voltou atrás e afirmou que não seria possível precisar com certeza a ordem cronológica das lesões.

“Possivelmente ele não estava vivo no momento que o órgão foi cortado. Pelos dados que temos, possivelmente a degola aconteceu anteriormente. A região tinha pouco sangue e coágulo e não aparentava a semelhança da anteriormente a degola”, afirmou.

Apesar de a polícia não ter encontrado a faca usada no crime, que Juninho diz ter jogado em um rio da região, os peritos disseram que ela era “extremamente afiada”. “Foi um instrumento extremamente afiado, por isso foi classificado como extremamente cortante. As lesões não possuem nem uma rugosidade, nem uma irregularidade. Foi um instrumento altamente afiado, o mesmo da degola”, disse Paulino.

Fonte: FolhaPress
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