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sábado, setembro 08, 2018

Participação popular marca desfile de 7 de Setembro em Alagoinhas

O tradicional desfile cívico de 7 de setembro, em Alagoinhas, foi marcado pela participação popular e pelo número expressivo de crianças das escolas que se uniram, em clima de alegria, a entidades, órgãos e instituições para festejar os 196 anos de independência do Brasil. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, os números superaram dados do ano passado: nesta sexta-feira (7), 1.227 crianças desfilaram no centro da cidade.

Com 14 escolas no cronograma de apresentações e cerca de 4 mil pessoas prestando as homenagens na data cívica, nem a chuva foi capaz de espantar a população que acompanhava o desfile da rua.

A solenidade começou às 7h, quando os primeiros grupos iniciaram a concentração na Praça da Bandeira. O hasteamento foi realizado em seguida e, antes dar a largada para o desfile oficial, o prefeito Joaquim Neto se uniu ao Tenente-Coronel Ronaldo Menezes da Silva, diretor do Colégio da Polícia Militar, ao Tenente-Coronel Reginaldo Moraes, comandante do 4º BPM e ao capitão da Companhia do Exército, Uiliam Bernardo de Jesus, para a formalidade de revista às tropas.

A etapa de honras militares abriu as apresentações de reservistas do Exército, da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Civil, do Corpo de Bombeiros e do Colégio da Polícia Militar. Era o momento mais aguardado por Doma Neusi Pinto, que acompanhava, sem desgrudar da grade, cada um dos movimentos.

“Moro aqui há mais de 20 anos. Sou de Canavieira, do sul da Bahia. Não perco o desfile. Todo ano eu venho assistir, porque é muito lindo e é a independência, então é bom a gente vir, olhar, ficar informado. A organização, esse ano, foi perfeita. Acordei bem cedinho para vir. E essa é a parte que eu mais gosto, da polícia. Essa e a última, que é a fanfarra”, afirmou.

A alguns metros dela, subindo pela Rua Soror Joana Angélica, Maria Helena Santos Carvalho também era atenção redobrada para o início do desfile. “Minha neta, Ana Desirè, está desfilando no Colégio Militar e é a segunda vez que eu venho. Este ano, estou achando mais bonito que em 2016, quando eu vim pela primeira vez. Moro em Araci e vim só para ver o desfile. É minha primeira neta”, revelou, orgulhosa, enquanto resistia, com guarda-chuva, para não perder nenhum instante da apresentação.

Além dos pelotões das escolas, passaram pelo percurso o Centro de Atenção Psicossocial Tom Brasil, o grupo CETASS, o Juizado da Infância e Juventude, a AABB Comunidade, o Clube de Desbravadores, representantes de comunidades quilombolas, membros do samba de roda e os desportistas da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SECET).

A chuva deu uma trégua com a passagem da Pastoral do Menor pelo trajeto, que deixou o público atônito após a apresentação de jovens que, frente às autoridades, chamavam a atenção para o empoderamento feminino e para a luta contra a violência.

A voz era de Elza Soares e a performance, do grupo de crianças e adolescentes da entidade que, desde setembro de 1979, promove a inclusão social através de programas de acolhimento dentro de uma perspectiva de formação da cidadania. “Essa apresentação surgiu há um tempo, porque a Pastoral vem falando sobre empoderamento de meninas negras, em especial, moradoras da periferia. Meu professor de teatro fez uma adaptação do texto, mandou para a Bélgica, e a gente trabalhou aqui no desfile, que este ano veio falando sobre a criança e o adolescente, voltado para todos os direitos que nos são tirados”, enfatizou Lavínia Fabiana, responsável pelo texto encenado.

No que tange à valorização da diversidade, o desfile de Alagoinhas buscou agregar e trazer, além dos tradicionais pelotões esperados pela população, também reflexões e símbolos da cultura local.

Foi a primeira vez que as escolas quilombolas participaram do desfile com um pelotão próprio, e levantaram a bandeira “Laços de Afeto: Vivendo a Diversidade com Afetividade”. Na apresentação, as unidades de ensino Carlos Gomes, Dom Avelar Brandão Vilela e Jorge Amado destacaram matrizes como a igualdade racial e o combate à intolerância religiosa.

Para Luciana Souza, que assistiu a todo o percurso com a família, o resultado foi mais um grande desfile na data cívica. “Foi lindo! Todo ano eu venho. Não perco um ano. Eu amo ver o desfile, a polícia militar, o exército passando. Faça chuva ou faça sol, no 7 de setembro estamos aqui, com a família toda reunida. Eu, meu esposo, meu filho e minha filha”, comentou.

O prefeito Joaquim Neto enfatizou que o 7 de setembro é um momento comemoração e patriotismo, mas falou também sobre a importância de olhar para as personalidades e pessoas anônimas que lutaram para que o país se tornasse independente. O gestor recordou a trajetória de desenvolvimento da nação e ressaltou que a luta por um país justo e independente continua. “Nesta data magna do povo brasileiro, desejo que este seja um momento de reavivamento da nossa esperança. Nas ruas de todo o Brasil, os cidadãos estão unidos pelo ideal de construir um país cada vez mais digno e comprometido. A nação só se torna grande e forte através do comprometimento com todos. Que seja essa a busca”, salientou.

As fanfarras da cidade, que se apresentaram na parte final do desfile, foram o destaque do dia. Ao passar pela frente do palanque oficial, a Banda Marcial Municipal de Alagoinhas e a Fanfarra Juvenil do Colégio Municipal de Alagoinhas, a FANJUCMA, arrepiaram o público, que se impressionou com a qualidade musical apresentada.

O encerramento ficou por conta do desfile da cavalaria, com o Sindicato Rural de Alagoinhas, e da Frente Brasil Popular, que fechou o ciclo de celebração do dia da independência no município. Até o horário de publicação da matéria, a Polícia Militar não havia divulgado os números oficiais de participantes da data comemorativa.

Crianças vivem a tradição do 7 de setembro em Alagoinhas

Yasmin, 9, Maria, 3, Samuel, 3, João Lucas, 6, e Letícia, 5. O quê eles têm em comum? Um crescente interesse pelo 7 de setembro. Os mais novos, principalmente, ainda não entendem o real significado da data, mas todos sabem que foi importante para a história do Brasil e querem comemorar, seja assistindo ou sonhando em um dia, quem sabe, também poder desfilar.

Yasmin Paulina chegou à Praça da Bandeira, no Centro de Alagoinhas, por volta das 5h, com os pais e o irmão mais novo, de 3 anos. A mãe é vendedora de DVDs e aproveita a data para fazer um extra. Já a garota faz questão de estar presente, todos os anos, e participa só por prazer mesmo: “eu fiquei ansiosa e nem consegui dormir que era pra não perder a hora. Minha mãe fica com pena de me acordar. Eu acho muito interessante o desfile”.

Quando questionada sobre a data, ela tem a oportunidade de mostrar o que apreendeu na escola e responde rapidamente, sem deixar espaço para insegurança: “foi quando João Pedro I veio aqui ao Brasil pra tentar salvar o Brasil. Porque o Brasil, tudo que fazia aqui ia pra Portugal. Então ele falou que não podia mais ficar acontecendo isso. Ele chegou, foi lá numa praia, aí ele levantou a espada e gritou: independência ou morte!”.

Para a pequena Maria, 3, a experiência é bem diferente. Em seu primeiro ano nas comemorações, a criança mantém o olhar fixo na avenida. Segundo a mãe, Laisse Santana, 23, Maria sempre teve curiosidade em assistir o desfile. “Era o sonho dela”, afirmou Laisse, que estudou em Colégio Militar, desfilou durante muitos anos e, por entender esse momento importante, estimula agora a filha a também ser patriota.

Samuel da Silva Filho, 3, chegou despertando atenção com sua farda de militar. A ideia foi do pai, Samuel da Silva, que é militar da Caatinga. “Mesmo pequeno a gente traz pra ele já ir percebendo a importância da nossa pátria e da história do nosso país”, comentou.

O militar mirim deu tanta importância ao desafio que, durante o desfile, se comportou como um verdadeiro oficial, inclusive durante as fotos que tirou com desconhecidos. A cada registro, a pose se repetia automaticamente: postura ereta, braços cruzados nas costas e um quase sorriso no rosto.

Os pequenos podem até não entender em profundidade o que é essa tal “independência do Brasil”. Fato é que eles trazem felicidade e renovação às comemorações pelos 196 anos da pátria amada.

Fonte: SECOM PMA
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