sábado, junho 23, 2018

Alagoinhas: Demissões podem comprometer atendimento na Maternidade

 sábado, junho 23, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

Sem aviso formal da Secretaria de Saúde, recomendável e ético, profissionais que trabalham na maternidade souberam, por meio de boatos, desde o início do mês, que seriam desligados de suas atividades em razão do rompimento do contrato entre a Prefeitura de Alagoinhas e a Cooperativa Rede Saúde.

A administração joaquinista apresentou para o site Alagoinhas Hoje alegação indicando que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) recomenda a não contratação de cooperativas para profissionais que não sejam médicos e opina pela descontinuidade dos contratos.

O governo informou também que os profissionais que atuam na Maternidade Municipal serão substituídos até o final do mês de junho. “Os substitutos foram aprovados em um REDA realizado em 2015 e não haverá comprometimento dos serviços”, assegurou a administração municipal.

O site Alagoinhas Hoje foi procurado por representante dos profissionais da Rede Saúde. A conversa versou sobre a qualidade do atendimento às parturientes, aquém do desejável, mesmo com o empenho da atual equipe, em fase de desligamento, e dos impactos negativos das demissões.

As demissões, confirmadas pelo governo, acrescentarão outro problema ao funcionamento claudicante da Maternidade Municipal: a escala dos profissionais é elaborada com antecedência de um mês e nesta fase de transição certamente não será feita corretamente. 

Em média, a cada mês são realizados 80 partos, com considerável índice de prematuridade, fato que exige maior estrutura tecnológica da unidade de saúde e profissionais experientes no atendimento aos recém-nascidos. 

Com oito leitos de berçários intermediários, a Maternidade de Alagoinhas não está preparada para casos mais graves. Nestas situações, os recém-nascidos precisam ser transferidos para Feira de Santana ou Salvador. 

A fonte não informou o número de demitidos, mas garantiu que profissionais de várias áreas serão desligados em função do rompimento contratual entre a prefeitura e a Cooperativa Rede Saúde. “A qualidade do atendimento ficará bastante comprometida”, disse. 

O governo defendeu a mudança no regime de contratação e garantiu que o ingresso de profissionais nos quadros da Maternidade Municipal por meio do REDA resultará em economia para a Prefeitura de Alagoinhas.

Será preciso conjugar economicidade e qualidade. As palavras até rimam, mas a Maternidade há muito tempo parece fora do tom, assim como a estrutura global da saúde sob a responsabilidade do poder público alagoinhense, que é caótica.

Outra informação da fonte: profissional que atuava na Cooperativa Rede Saúde foi nomeada pelo chefe do Executivo e passou a exercer cargo comissionado na estrutura organizacional da Prefeitura de Alagoinhas. “É de família tradicional, tem padrinho e se livrou da demissão”, revelou. 

Fonte: Alagoinhas Hoje


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