segunda-feira, abril 30, 2018

Um ano depois, filhas de traficante morto em Pedrão seguem desaparecidas

 segunda-feira, abril 30, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

O questionamento acima é de Roberta Lima, 24 anos, tia de Sofia e Luna. Elas tinham um e cinco anos de idade respectivamente quando os seus pais, Robson Luiz Gomes Lima, 32, e Juliana Conceição do Nascimento, 23, foram mortos a tiros dentro de um carro no município de Pedrão, a 131 quilômetros de Salvador. A família jura que as crianças estavam no interior do veículo e que, desde então, nunca mais foram vistas. O crime completa um ano nesta segunda-feira (30/4).

A polícia afirma que Robson, conhecido no submundo do crime pelo apelido de “Robin”, era um dos gerentes da Katiara, facção criminosa que tem como principal atividade o tráfico de drogas. O crime teria sido cometido por rivais do Bonde do Maluco (BDM), grupo com forte influência não só em Salvador, mas em diversos municípios do interior do estado. O motorista dele, Danilo Luiz Araújo, 24 anos, também foi morto durante a execução.

Pecados cometidos pelo pai, ou não, o que interessa aos familiares, que desde o dia do crime são obrigados a lidar com a dor das perdas e as dúvidas geradas pela incerteza, é saber qual o destino das duas crianças, que representam, neste caso, o significado literal da palavra inocência. Os parentes, que residem em Valéria, bairro da capital baiana, criticam a postura da polícia e questionam o processo de investigação ao longo desses 365 dias.

“A gente não tem nenhum retorno! Nada! Não houve nenhum avanço em todo esse tempo. Sempre vamos até a delegacia, mas nada de notícia! Ouvimos boatos de que o caso seria arquivado por falta de provas”, desabafa Roberta.

Em contato com o Aratu Online, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o inquérito que investigou as mortes foi remetido à Justiça, com autoria indeterminada. No texto, as três vítimas são classificadas como “traficantes”, fato que teria sido comprovado pelas investigações. Mais importante, a assessoria do órgão afirma “que nenhum indício de crianças na cena do crime foi encontrado e que a polícia continua apurando os desaparecimentos”.

A polícia, neste caso, são os investigadores da delegacia territorial de Pedrão e da 3ª Coordenadoria de Polícia do Interior, com sede em Santo Amaro. Desesperada, a família chegou a oferecer uma recompensa de R$ 5 mil para quem fornecesse pistas que pudessem levar até as crianças. Segundo Roberta, o prêmio continua valendo, mas, não tem se mostrado útil.

“Ninguém liga. Ninguém informa nada. Só recebemos trotes, principalmente no início. Lembro de um homem que nos ligou dizendo que as meninas seriam colocadas em uma embarcação e levadas da Bahia, mas que só poderia nos passar mais informações se fizéssemos um depósito na conta dele”, relembra a tia de Luna e Sofia.

Depois de tanto tempo, é difícil manter o equilíbrio entre a esperança ou a necessidade de encarar a realidade dos fatos. “A gente ainda acredita, porque penso que, se elas estivessem mortas, já teriam aparecido”.

Apesar da fé, momentos de questionamento são inevitáveis. Nessas horas, a pergunta feita por Roberta – no início desta matéria – volta a martelar na cabeça de amigos, parentes e pessoas próximas que acompanham o caso: “se alguém está com essas meninas, porque eles ainda não devolveram?”.

Fonte: Aratu Online


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