Após pressão dos trabalhadores, Wagner reabre negociações para reajuste salarial

Definitivamente, não colou. Pegou mal. A proposta do Governo do Estado de reajuste salarial de 2,5%, menor do que a inflação (5,84%) do ano de 2012, para os servidores estaduais não foi bem recebida pelos trabalhadores. Por causa das pressões dos trabalhadores e dos movimentos sindicais, a votação do projeto do governador Jaques Wagner foi adiada e uma reunião foi marcada para negociar o aumento salarial, às 9h, na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
 
A data não poderia ser mais sugestiva. O governador do Partido dos Trabalhadores vai se reunir com os trabalhadores no Dia do Trabalhador, para negociar o reajuste salarial dos funcionários estaduais. 
 
Se, na teoria, a tendência é que depois do adiamento da votação, a proposta evolua, na prática, pode ser diferente. Policiais e professores até hoje cobram o cumprimento dos acordos feitos com o governador.
 
O vereador Soldado Prisco (PSDB), além de criticar a postura do Governo do Estado nas negociações, criticou o projeto de reajuste. “É um absursdo. Essa proposta apresentada é ridícula. Esperamos que, ao menos, o governador Wagner iguale a inflação do ano passado. 2,5% é uma brincadeira de mau gosto”, reclamou.
 
Para o diretor-executivo do Sindilimp-BA e da Central Única dos Trabalhadores, Edson Araújo, é inadmissível que o governador Jaques Wagner, que tem sua história política ligada às causas sindicais, apresente uma proposta que representa menos da metade da inflação de 2012.
 
“É uma falta de respeito muito grande aos trabalhadores. Grande parte dos secretários de Wagner é formada por sindicalistas que, antes de assumir o governo, prometerem apoiar os trabalhadores e a classe operária. Esses 2,5%, menos da metade da inflação chega a ser um absurdo. Não é assim que se trata os trabalhadores.

Por: Marivaldo Filho
 
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