segunda-feira, junho 25, 2018

Licor produzido em Alagoinhas é destaque na Bahia

 segunda-feira, junho 25, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

A pouco mais de 120km da capital baiana e a 96km de distância da cidade de Cachoeira, conhecida pela tradicional fabricação de licores, a passagem da estrada de boiadas, conhecida pelas águas dos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, originada da Vila de Santo Antônio d’Alagoinhas, se tornou polo de indústrias cervejeiras, mas, em período de São João, não é a produção da bebida do malte que protagoniza a cena nos festejos do interior.

Alagoinhas se tornou alvo das principais indústrias de cerveja, mas quando o assunto é história, cultura, memória e, claro, tradição, o São João da cidade não nega: é o licor a bebida dos festejos juninos na Bahia.

Embora não concorra, em volume de produção, com o universo cervejeiro comercial, o licor continua sendo referência do ‘festerê’ tradicional e abre oportunidades para o empreendedorismo familiar no estado.

Gente como Carlos Assis, que há cerca de 15 anos, apostando na empolgação e ideia do irmão, juntou a família e começou a própria produção de licor por aqui. O nome para o pontapé inicial, assim como a inspiração, tem raiz nordestina: Dona Célia, pernambucana, “retada” na vida. A mãe havia falecido e os filhos quiseram prestar a homenagem. Se deu certo? Mais que isso.  Virou rótulo da bebida. “Tinha aquele amor, aquele carinho todo. E meu irmão é muito assim, ele gosta de inventar. Aí ele inventou esse licor, que é muito bom, e falou ‘vamos colocar o nome de mainha’. Aí foi quando ficou ‘Licor Vocélia’, porque ela já era vozinha, entendeu? Aí a gente pegou o ‘vó’ e o nome dela, Célia. Ficou uma mistura assim e ficou legal. Agora todo mundo já sabe”, explicou Carlos Assis.

O licor Vocélia é feito atualmente em produção industrial, no Parque da Jaqueira e, neste São João, a variedade de sabores comercializados inclui tangerina, jenipapo, tamarindo, maracujá normal, maracujá cremoso e amendoim.

“Hoje em dia, na nossa empresa, é tudo industrial. A gente trabalha muito pouco com a mão. Nossos tanques de conserva de licor são todos em máquina, já é uma fábrica mesmo. Começou mais caseiro. Mas foi passando os anos, foi crescendo. É uma base de 15 anos que trabalhamos com isso. No período de festejos juninos, a gente entrega mais de 4 mil caixas, inclusive para redes de mercados, e também para outros estados, como Recife, Aracaju”, pontuou o empreendedor.

O diferencial que garantiu o crescimento do negócio, segundo Carlos Assis, é a qualidade do produto. “A gente trabalha com álcool de cereais. Tem alguns licores que são feitos com cachaça e o nosso álcool é mais suave”, garante ele.

 Cremoso ou tradicional, suave ou encorpado, o nome ‘Vocélia’ saiu da casa de Carlos, no interior da Bahia, e ocupou a prateleira dos supermercados, animou o festerê, preparou o esquenta para o São João. Em Alagoinhas, a bebida típica é comercializada, desde sexta-feira (22), em uma barraquinha personalizada no circuito oficial da festa, que acontece na Avenida Joseph Wagner, a um preço médio de R$ 8 o litro.

“Estar falando e colocando o nome da minha mãe em cena pra mim é maravilhoso, entende? É sempre é uma lembrança”, finalizou Carlos Assis. Como ele, outras barracas do circuito oficial também comercializam a bebida em um segmento montado com uma diversidade de opções para o visitante, em Alagoinhas.

Serviço:
Licor Vocélia
Contato: (75) 3422-1584 ou (75) 99384-2214

Fonte: Aratu Online


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