sexta-feira, maio 18, 2018

Preso pela Polícia Federal em Alagoinhas tinha vídeos com cenas de sexo com crianças de 1 a 5 anos

 sexta-feira, maio 18, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

Um homem preso na Bahia durante a operação nacional Luz na Infância 2, deflagrada nesta quinta-feira (17) para combate à pornografia infantil em 24 estados e no Distrito Federal, armazenava na casa onde mora vídeos com cenas de sexo com crianças de 1 a 5 anos.

A informação foi divulgada pela Polícia Civil. O suspeito, identificado como Ugênio Figueiredo Barros, 44 anos, foi localizado no município de Alagoinhas, onde trabalha como gerente de produção em uma empresa de bebidas.

Ele foi levado para Feira de Santana, onde reside. No imóvel, a polícia disse ter encontrado vasto material pornográfico, além de duas pistolas, munição, cocaína e maconha. Na casa dele também foram apreendidos bonecas infláveis, sendo uma delas com características infantis.

Conforme a Polícia Civil, os vídeos pornográficos de sexo com crianças foram encontrados armazenados em computadores, celulares, CDs e pen drives. O suspeito segue preso em Feira de Santana, conforme a polícia.

Três pessoas são presas na BA em operação de combate à pornografia infantil; são 31 mandados cumpridos no estado

Três pessoas foram presas em flagrante na Bahia, nesta quinta-feira (17), na operação nacional Luz na Infância 2, que combate a pornografia infantil. As prisões foram feitas pela Polícia Federal, que cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Salvador e um Alagoinhas.

Os envolvidos devem responder pelo crime do artigo 241-A da Lei 8069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), que prevê penas de 3 a 6 anos de reclusão e multa.

Já a Polícia Civil na Bahia (PC-BA) cumpre outros 26 mandados de busca e apreensão em Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Poções, Camacã, Ilhéus, Itagimirim e na Ilha de Itaparica. Ao todo, 18 equipes da PC-BA atuam na operação. Eles não informaram se algum dos cumprimentos de mandados resultou em prisões em flagrante.

O material apreendido pela Polícia Civil está sendo ecaminhado para a Delegacia Especializada de Repressão a Crime contra Criança Adolescente (Dercca).

A operação acontece em 24 estados e no Distrito Federal. Considerada a maior ação do país de combate à pedofilia, a ação intitulada Luz na Infância 2 é coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública e realizada pelas polícias civis de cada estado.

As equipes procuram arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Dint/Senasp/MESP), com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais, que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.

A investigação durante quatro meses foi repassada às polícias civis, em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente e repressão a crimes informáticos, que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados.

Na primeira edição da Operação Luz na Infância, realizada em 20 de outubro de 2017, foram cumpridos 157 mandados de busca e apreensão de computadores e arquivos digitais. Durante a apreensão desses materiais nos 24 estados e DF, foram identificadas e presas 112 pessoas que utilizavam esses equipamentos para produzir, guardar ou compartilhar conteúdos de pedofilia na internet.

Pedofilia é doença

A pedofilia está entre as doenças classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como transtorno de preferência sexual. Pedófilos são pessoas adultas (homens e mulheres) que têm preferência sexual por crianças – meninas ou meninos - do mesmo sexo ou de sexo diferente, geralmente pré-púberes (que ainda não atingiram a puberdade) ou no início da puberdade.

O Código Penal considera crime a relação sexual ou ato libidinoso (todo ato de satisfação do desejo, ou apetite sexual da pessoa) praticado por adulto com criança ou adolescente menor de 14 anos. Conforme o artigo 241-B do ECA é considerado crime, inclusive, o ato de "adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente".

Fonte: G1


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