sexta-feira, março 09, 2018

Salvador: Engomadeira convive com mortes dias após PM ser baleado; “Não tem relação”, diz major

 sexta-feira, março 09, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

“Eles chegam de madrugada, invadindo casas, ‘metendo’ o pé e levando presos. Quando não tem mandado, eles matam e jogam os corpos nos locais”. O “eles”, repetido duas vezes na frase, se refere a policiais militares que atuam no bairro da Engomadeira, em Salvador. Os agentes são lotados Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT/Rondesp Central). A denúncia é de uma moradora, que não se identifica por motivos óbvios.

A relação da comunidade com a PM esquentou ainda mais depois do dia 25 de fevereiro. Era fim da manhã de domingo quando o soldado Marcos Vinícius Silva Ferreira, da Rondesp, foi baleado durante uma operação. Encaminhado para o Hospital Roberto Santos, ele passou por cirurgia e foi liberado em seguida. Daquela oportunidade até esta terça-feira (6/3), foram contabilizadas pelo menos uma prisão e três mortes na Engomadeira.

Para o comandante da unidade, major Raimundo Guerra, os confrontos registrados na última semana “não tem relação” com o incidente envolvendo o agente. O oficial, que comandou por três anos a 23ª Companhia Independente da Polícia Militar – também responsável pela Engomadeira -, revela que a troca de tiros é recorrente.

“Sempre quando as viaturas entram, são recebidas a tiros. Só que a Rondesp Central não vive em função da Engomadeira. Somos responsáveis ainda, por exemplo, por Cajazeiras e Pau da Lima”, diz Guerra, acrescentando que a própria comunidade chama a Polícia Militar por meio do Disk Denúncia ou ouvidoria da corporação.

MORADORES VERSUS PM

A denunciante do início desta reportagem conta ainda que viu o momento que adolescentes foram colocados dentro de uma viatura, na quarta-feira seguinte ao confronto que vitimou o soldado Marcos. “Aqui mesmo onde trabalho, vendendo almoço, os meninos saíram correndo, já que foram muitos tiros. Quando a gente veio ver já tinha dois adolescentes baleados. Eles não tinham entrada [na polícia] e são de menores”, relembra.

Já o major Raimundo Guerra, ao comentar o protesto de parte da comunidade, faz um desabafo. “Tem sido normal a troca de tiros envolvendo viaturas da PM na Engomadeira. Na maioria das vezes, é pior para eles [traficantes]. Mas, suponhamos que o policial baleado naquele domingo, o soldado Marcos, recebesse um tiro na cabeça e morresse. Eles [manifestantes] iriam fazer algum tipo de ato?”, questiona o comandante.

Fonte: Aratu Online


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