terça-feira, março 20, 2018

‘Esta lancha não podia navegar’, aponta investigação sobre Cavalo Marinho I

 terça-feira, março 20, 2018  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

O relatório sobre a investigação do naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, que vitimou 19 pessoas no dia 24 de agosto de 2017, na Baía de Todos-os-Santos, foi apresentado, nesta segunda-feira (19), pela Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT/BA).

Segundo a SRT/BA, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho, um dos fatores que contribuiu para o naufrágio foi a colocação de um lastro de pedra, que afetou a navegabilidade da lancha, sem comunicar às autoridades marinhas.

Outros fatores que contribuíram para o naufrágio, segundo o órgão, foram o transporte de passageiros no convés inferior da lancha, com apenas uma via de escape; a não realização de um serviço de dragagem e desobstrução do canal de acesso ao atracadouro da praia de Mar Grande; a falta de investimento em novas embarcações; a falta de informações das condições meteorológicas para os comandantes, que deveria ser obrigação das concessionárias, deixando para eles a responsabilidade e decisão de realizar ou não a travessia.

“Essa lancha não podia navegar. Várias normas da autoridade marítima não estavam sendo observadas. Quando o armador altera as especificidades na embarcação, sem o consentimento da Marinha, o Certificado de Segurança da Navegação (CSN) perde a validade”, observou o auditor fiscal do trabalho e coordenador regional de inspeção do trabalho portuário é aquaviário, Palmério Silva Queiroz.

“Nós não apontamos responsáveis, apontamos causas. Obviamente, se a dragagem do canal fosse feita possibilitaria o investimento em novas embarcações tipo catamarã”, continuou.

A SRT/BA observou ainda o não cumprimento de determinações exigidas no edital da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), publicado em 2012, que determina que as embarcações sejam fechadas, com cabines, fator que dificultaria o acidente.

“A investigação pode ser feita com diversos olhares. Nós trabalhamos com o olhar da prevenção. Se os fatores que contribuíram para o acidente continuarem lá, outros acidentes poderão ocorrer”, alertou o auditor fiscal do trabalho e coordenador geral de investigação de acidentes da SRT/BA, Anastácio Pinto Gonçalves Filho, também responsável pelo relatório.

Todas as informações levantadas pelo SRT/BA serão encaminhadas para análise do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

Fonte: Varela Noticias


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