sábado, novembro 04, 2017

Expo Alagoinhas: “Quando a roça não planta, a cidade não janta”

 sábado, novembro 04, 2017  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

A frase que é ditado – e também verdade – foi citada por Noelson Domingos de Jesus, diretor social da União das Associações Rurais de Alagoinhas, a UARA. Circulando pelo espaço das pequenas hortas expostas na Feira e alertando sobre o trabalho existente por detrás do alimento que se come, Domingos procura reforçar a importância do pequeno produtor rural para a economia local. “São as nossas mãos que trabalham para manter o alimento na mesa de quaisquer pessoas. A gente busca ser totalmente natural. Não utilizamos química, não buscamos a pulverização de nenhum produto químico, pra cuidar da nossa saúde. E esse produto a gente encontra mais com aquele produtor que tem cuidado”, destacou.

O cuidado vem de trabalhadores como Raimundo dos Redes Santana, que fazem do reaproveitamento de material orgânico uma forma de plantar e colher produtos sem aditivos químicos. “Eu não tenho fazenda, mas eu tenho um sítio produtivo. De lá eu tiro alimentação pra mim, pra minha família, pra vizinhos que não têm. Quer dizer, não é uma fazenda. A gente chama de quintal produtivo. Lá tenho milho, batata, aipim, cebolinha, mamão, maracujá”, contou o agricultor.

Ele está entre os outros mais de 665 mil baianos com esse tipo de estabelecimento no estado que possui o maior número de agricultores familiares do Brasil. O setor responde por cerca de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e corresponde a 15% de toda a agricultura familiar do Brasil.

De acordo com o presidente da UARA, José Linaldo dos Santos, é preciso reconhecer a importância desses produtores.  “Hoje a agricultura familiar representa 70% do alimento consumido no Brasil. Na nossa cidade, você pode ver nas feiras livres, mais é agricultura familiar. Alagoinhas é uma cidade de grande potencial de agricultura familiar, certo? Então é de grande valia. E [o produtor] tem trabalhado mais a agricultura orgânica, está tendo a conscientização de não usar agrotóxicos nem adubos químicos, então a agricultura familiar tem que estar sendo valorizada”, explicou.

Para o agricultor Jonielson Nunes Santana, o produto final desse tipo de cultivo é diferente. “É um produto diferenciado e a importância é a qualidade, né? A saúde. A gente deixa de comer a química, que a gente sabe que com o passar do tempo causa mal à nossa saúde, e passamos a usar uma coisa mais natural. Estamos em um processo, agora, de transição para o orgânico”, pontuou.

Quem passa pela Expo Alagoinhas pode ver uma parte de todas as verduras, frutas e legumes cultivados por produtores locais que, assim como Jonielson Santana e Raimundo dos Redes, se dedicam a extrair o melhor da terra com procedimentos não agressivos e soluções naturais para controle de pragas. Tem cacau, tomate cereja, alface, morango, abacaxi, cebolinha e uma horta especialmente plantada para visitação. “A gente expôs aqui pra mostrar a essência, a importância de onde tudo começou”, enfatizou Noelson Domingos de Jesus.

Com o produto na mão e os pés no local, de frente para a pequena plantação e para o trabalho dessas famílias, dá pra conhecer o processo, saber mais sobre o alimento que vem parar no prato da gente e entender que existem procedimentos específicos que partem de mãos cuidadosas de gente que aposta na horta produtiva como forma de vida mais saudável e sustentável. “Eu queria destacar que o agricultor tem vontade de vencer, certo? Infelizmente, os governos estadual e federal não têm muito interesse por agricultura familiar. Você vê que agricultura familiar, às vezes, se torna um marketing de governo federal e estadual. Felizmente, o secretário de agricultura municipal do momento é um secretário técnico. Ele entende o que nós passamos”, finalizou o presidente da UARA.

Serviço

Assim como a casa de taipa, a horta de agricultura familiar fica aberta para visitação em todos os dias de Exposição. Quem quer conhecer a comunidade de agricultores familiares pode agendar uma visita pelo telefone (71) 9935-5695.

Fonte: SECOM PMA

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