quarta-feira, agosto 30, 2017

Rosa Amorim, a mulher mais idosa de Alagoinhas, morre aos 112 anos

 quarta-feira, agosto 30, 2017  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

Reconhecida como a mulher mais idosa de Alagoinhas, Rosa Amorim morreu aos  112 anos,  cercada de centenas de parentes, amigos,  afilhados e admiradores.Natural de Lamarão, onde nasceu no dia 7 de setembro de 1904, Rosa Cândida de Amorim veio para Alagoinhas com sete anos, casou-se com o ferroviário Antonio Lino de Amorim, o Bico, em 25 de fevereiro de 1924, gerou 4 filhos, já falecidos, dentre eles Haydée Amorim, professora e advogada que marcou época na história citadina.

Viúva desde 28 de julho de 1988, era a matriarca de uma das  maiores famílias da cidade, agasalhando 32 netos, 64 bisnetos, 45 tataranetos e 5 tetranetos. Na sua juventude, foi charuteira na fábrica Amerino Portugal e doceira das mais qualificadas.

Rosa Amorim sempre foi uma mulher inquieta e disposta,  presença constante   em eventos sociais e religiosos. Atualmente, mais acomodada, gozava do merecido privilégio de receber  celebrações religiosas em casa,  graças aos cuidados dos membros da Paróquia de Santo Antonio,  com direito a missa concelebrada pelo bispo Dom Paulo Romeu e pelo Emérito Dom Jaime Mota de Farias, na casa da neta Lúcia, com quem residia.                             Com a experiência dos seus 112  anos, relacionou-se com as mais importantes personalidades políticas da cidade a exemplo de Tonico Martins, Mário Cravo, Saturnino Ribeiro, Pedro Dórea, Jairo Maia, Murilo Cavalcante, Antonio Carneiro, Miguel Fontes, José Azi (seu conterrâneo de Lamarão), Chico Reis, João Fiscina, Joseildo Ramos, Paulo Cezar  e Judélio Carmo, de cujas campanhas fazia questão de participar.

Em pleno gozo da lucidez, gostava de livros, principalmente religiosos, assistia televisão moderadamente, ainda torcia pelo seu Bahia, não dispensava o consumo diário de um bom vinho e era uma “boa boca” para ovo cozido com farofa, feijoada e outras comidas mais robustas e saudáveis.  Embora com raríssimos problemas de saúde, não dispensava os cuidados do médico Linaldo Rabelo, um amigo sempre presente.

Feliz, alegre e sempre de bem com a vida, Rosa Amorim ainda encontrava tempo para filosofar, sendo autora de versos, a exemplo de: “Prá que comprar tanta roupa, se um só corpo nós temos?. Nascemos nus, estamos vestidos e foi assim que nós viemos”.

Quanto aos bens materiais, não tinha preocupação em economizar e até dava gorjeta, pois. segundo ela,   “quando morremos não  levamos nada porque caixão de defunto não tem gaveta”.

Rosa Amorim morreu nove dias antes de completar 113 anos.

Fonte: Alagoinhas Hoje

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