quarta-feira, agosto 16, 2017

Homem que matou a ex-namorada em Feira de Santana é condenado a mais de 18 anos de prisão

 quarta-feira, agosto 16, 2017  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia

Por ter matado a facadas e ocultado o corpo da ex-namorada Carine de Jesus Silva, 23 anos, no dia 06 de janeiro de 2015, o representante comercial Ronilson Silva Macedo, 37 anos, cumprirá 18 anos e 9 meses de prisão em regime fechado, sem direito de recorrer da sentença em liberdade. Ela foi surpreendida pelo ex-namorado, no conjunto Feira V, em Feira de Santana, e após ser morta teve o corpo ocultado em um matagal em Salvador.

O representante comercial está preso há dois anos e o julgamento ocorreu nesta terça-feira (15) no Fórum Desembargador Filinto Bastos. Segundo a juíza Márcia Simões, pelo crime de homicídio qualificado ele cumprirá 17 anos e seis meses e pela ocultação de cadáver cumprirá um ano e três meses.

A mãe de Carine, Isabel Silva, acompanhou o júri e disse que foi um momento muito difícil. “Fiquei muito nervosa. Sofro até hoje pela perda, mas a justiça de Deus foi feita. Saio um pouquinho aliviada com a condenação dele. Choro todos os dias, ela deixou dois filhinhos, às vezes eles perguntam pela mãe e quando eu os vejo sofro muito. Fiquei surpresa com o que ele fez, pelo menos na minha frente não mostrava que era uma pessoa agressiva", declarou em entrevista ao Acorda Cidade.

A promotora de justiça, Semiana Cardoso, ressaltou que o Ministério Público esperava a condenação pelos dois crimes. "Entendemos que há provas de que ele cometeu os dois crimes. O advogado defendeu uma interpretação da lei do que é considerado ocultação de cadáver, mas de uma forma diferente da interpretação do Ministério Público, que entende, amparado na doutrina da jurisprudência, que a ocultação pode se dar em colocar o corpo em um local ermo. No local onde o corpo foi encontrado no CIA, não havia nenhuma indústria ou residência próxima. Foi um local que dificultou a localização do corpo”, enfatizou.

O advogado Joari Wagner disse que não esperava uma condenação alta e que já recorreu da sentença em plenário. Durante o júri ele pediu a condenação por homicídio simples e a absolvição do crime de ocultação de cadáver.

“A defesa colocou em plenário a tese da qualificadora motivo fútil e absolvição da ocultação de cadáver por entender que não houve a ocultação, contudo, o Ministério Público conseguiu convencer o conselho de sentença do contrário. A gente já recorreu aqui no plenário. Esse processo vai subir para o Tribunal de Justiça e a gente vai tentar verificar se conseguiremos reduzir a pena ou ir até um novo júri. Eu pedi a condenação por homicídio simples, no qual ele teria uma pena menor, de 6 a 20 anos, já que o homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. A votação foi apertada porém o Conselho de Sentença entendeu que houve um homicídio qualificado. Ele confessou o crime no interrogatório, não criou nenhum embaraço. Realmente o que aconteceu foi uma tragédia, mas não se trata de um assassino contumaz, de um mostro. Foi um cidadão que fez uma besteira na vida e que agora vai pagar o débito com a sociedade”, declarou o advogado.

O crime

Ronilson Silva Macedo é casado e matinha um relacionamento extraconjungal com Carine sem que ela soubesse. Após descobrir o estado civil do namorado, Carine terminou o namoro, mas ele não aceitou o fim do relacionamento.

Conforme informações da denúncia do Ministério Público, entre 7 e 8h da manhã do dia 06 de janeiro de 2015, ele ligou insistentemente para a vítima que não atendia suas ligações, e como ele já conhecia a rotina dela, aproveitou que a mesma saiu para deixar os filhos numa residência, onde funcionava uma creche, no conjunto Feira V, e foi até o local a sua espera.

Ao avistá-la, sob grave ameaça, ele a pegou pelo braço e obrigou a entrar no carro. Mesmo gritando bastante por socorro e dizendo que ele iria matá-la, Carine foi colocada à força no interior do veículo. Ronilson saiu às pressas do local, parou o carro, pegou uma faca e feriu a jovem em várias partes do corpo. Ainda segundo a denúncia, não satisfeito com a ação, seguiu com o seu veículo e a vítima morta no banco do carona para um local distante para ocultar o cadáver.

O corpo de Carine Silva foi encontrado na tarde ainda do dia 06, em um matagal próximo ao Centro Industrial de Aratu (CIA), na Região Metropolitana de Salvador, mais precisamente próximo à Cetrel.

Antes mesmo de o corpo ter sido encontrado a família da comerciária acusava o ex-namorado de ter colocado a jovem dentro do carro à força no conjunto Feira V. Desesperada com o desaparecimento, a família publicou nas redes sociais, a foto de Carine com um pedido de ajuda para tentar localizá-la. Na publicação a família também exibiu fotos do acusado, que já não atendia as ligações. 

A comerciária Carine Silva residia no conjunto Feira V e trabalhava em uma loja de eletrodomésticos.

Fonte: Acorda Cidade

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