sábado, julho 15, 2017

Salvador: Filho de PM suspeito de matar ex segue foragido: 'Coração sangra'

 sábado, julho 15, 2017  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia


Pelo resto da minha vida, serei incompleta. A minha vida, a vida de minha filha, acabaram com uma bala", lamenta a consultora Lívia Tito, mãe de Andreza Victória Paixão, a adolescente de 15 anos que foi morta na casa do ex-namorado Adriel Montenegro dos Santos, de 21 anos, no bairro de Itapuã, em Salvador.
O crime completa três meses na segunda-feira (17), e de lá para cá, Adriel, o principal suspeito do crime, está foragido - mesmo já inserido no Baralho do Crime, que caça os criminosos mais procurados do estado da Bahia. A prisão temporária já foi concedida pela Justiça, e policiais buscam por Adriel, que pode responder pelo crime de feminicídio. Andreza completaria 16 anos na quinta-feira (13) e, para esta nova etapa da vida que teria, a adolescente já tinha planos. Ela sonhava em entrar em um curso de maquiagem, mas que só poderia fazê-lo a partir dos 16 anos.
"Minha filha era uma sonhadora, ela sonhava em ser maquiadora, ela adorava se maquiar. Ela não ficava sem batom. O sonho de qualquer mãe é formar o seu filho, ver seu filho casar, ter filhos. O que ela mais me pedia era o curso de maquiagem, mas ela não podia fazer ainda porque tinha que ter pelo menos, 16 anos, para poder entrar [no curso]. Minha filha era um encanto de pessoa. Quem teve o privilégio de conhecer, via a menina doce e meiga que ela era".
Todos da família ainda estão abalados com a situação e a mãe dela, avó de Andreza, continua inconformada em ter perdido a neta. A consultora diz que não tem alegria em viver, lembra da filha a todo momento, mas que procura motivação de vida com apoio da família, da filha mais nova, de 12 anos, e do marido, o padrastro de Andreza.
Lívia é separada do pai da adolescente, Márcio Paixão, com quem Andreza morava desde os 5 anos de idade. Em uma breve conversa com o G1 por telefone, ele revelou que se mudou do imóvel que morava com Andreza porque não aguentaria mais viver no mesmo local.

Apesar de estarem em casas diferentes, os pais da adolescente moravam no mesmo bairro. Ela estava sempre com a mãe, principalmente aos finais de semana. Uma das coisas que Andreza mais gostava de fazer, conta a mãe, era a ir para casa de praia da família no Litoral Norte da Bahia.
Diante da tragédia e de tantas lembranças, a consultora revela que a família ficou desestruturada após o crime e que, desde então, ela sente um misto de tristeza e revolta. "Minha filha não estava doente e morreu, ela foi assassinada por um ego machista, não foi por amor. Ele [Adriel] destruiu a minha vida, uma parte de mim se foi. Ele desestruturou toda minha família. Eu posso virar milionária, ter a maior realização profissional, familiar. Nunca mais vai estar completo, sempre vai faltar a minha filha. Eu costumo dizer que meu coração sangra 24 horas", revela.
A consultora contou ainda que Andreza era muito alegre, brincalhona e que gostava de ajudar as pessoas. No dia do enterro da adolescente, um morador de rua de Itapuã, perto da casa onde ela morava com o pai, relatou que Andreza o ajudava. "Minha filha tinha um "coração de ouro". "Ele [morador de rua] se aproximou e contou que todos os dias ela dava comida a ele e disse: 'Eu chamava ela de boneca de louça. Quem vai me dar comida agora? Eu nem sei o nome da minha boneca de louça'", destacou Lívia.

Procura-se Adriel
Enquanto Adriel Montenegro não é preso, a família não desiste em pedir por justiça e deseja que ele seja encontrado para que possa responder pelo crime. Amigos e parentes já realizaram alguns protestos na capital baiana para pedir celeridade no caso. "Eu queria que esse homem fosse preso para concluir esse círculo da minha vida. Esse infeliz círculo. Para mim, nada vai trazer minha filha de volta isso é uma condição imposta pela vida. A vida me impôs viver sem minha filha. Se eu morrer, matar, nada vai trazer ela de volta. Eu durmo e acordo com essa angústia", revelou Lívia.


No mês seguinte ao crime, em maio, Adriel foi incluído no "Baralho do Crime" da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), uma catalogação de fotos e informações dos bandidos mais procurados do estado, mas até agora a polícia não divulgou se tem pistas do suspeito. "Tudo que vem para acelerar o caso referente a Adriel a gente vê um ponto positivo. É um sofrimento você ficar indo para delegacia. Eu não tive como viver meu luto distante de tudo isso, porque ele está foragido. Já são três meses. Um cara que matou, sumiu, ninguém sabe, ninguém viu", disse Lívia.
No crime, a polícia já constatou a arma usada para matar Andreza é de uso restrito das Polícias Civil e Militar, mas conforme a Polícia Civil, que investiga o caso, ainda não há informações do dono da arma. O pai de Adriel é policial militar e foi ouvido no dia do crime. A delegada que participou das investigações, Milena Calmon, disse que o pai do suspeito informou que não sabe o paradeiro do filho. "O pai alega não saber aonde [Adriel] está. Ele disse que tinha acabado de chegar em casa [ no dia do crime] quando viu a menina agonizando e levou para a UPA da região", contou a delegada.
Fonte: G1

Publicidade:

Compartilhe a Notícia


COMENTE COM SUA CONTA VIA FACEBOOK
ATENÇÃO: Todos os comentários passam por uma vistoria e só serão aceitos se estiverem cumprindo estas normas; Não serão aceitos comentários com teor ofensivo, difamatório ou contendo palavras de baixo calão.
Caro Leitor,

Este texto não reflete, a opnião do Portal Alagoinhas News, agradecemos sua visita, volte sempre.

Termo de Uso-Anuncie-Contato
Portal Alagoinhas News | O site de notícias de Alagoinhas - Bahia e Região!

Desenvolvido Por: Bloggertheme9

Copyright © 2012 - 2017
back to top