quarta-feira, julho 19, 2017

Dia D da vacinação contra febre amarela será no dia 29 em Salvador

 quarta-feira, julho 19, 2017  |  Redação PAN  Notícias do Estado da Bahia


Quem ainda não se vacinou contra a febre amarela em Salvador terá mais uma oportunidade para fazer isso no Dia D de vacinação contra a doença, no próximo dia 29. O mutirão será promovido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) com o objetivo de ampliar a imunização dos moradores da cidade, além de fortalecer o bloqueio da febre amarela. 

De acordo com a SMS, 381 mil pessoas foram vacinadas em Salvador, mas 1,4 milhão de pessoas ainda precisam ser imunizadas, embora o município não tenha registrado nenhum caso suspeito em humanos. 

"Nos meses de março e abril, tivemos episódios de macacos identificados com febre amarela no perímetro urbano e essa informação gerou uma grande procura pela vacina nos postos de saúde. No entanto, passado esse período, as pessoas deixaram de buscar os serviços para imunização. Por esse motivo, vamos promover um Dia D para ampliar o acesso às doses e, consequentemente, aumentar a cobertura vacinal", justificou a diretora geral de Vigilância à Saúde da SMS, Geruza Morais.

Mesmo com o Dia D, a vacinação continua sendo oferecida na rede municipal, sempre de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8 às 17 horas, em todas 126 salas de vacina dos postos de saúde.

A imunização consiste em uma dose única para todos com idades entre 9 meses e 59 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Para esses grupos, a orientação é que a pessoa busque ajuda médica, para avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco de eventos adversos.

Captura de macacos
Nesta semana, três macacos (dois mortos e um vivo) foram capturados pelas equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) na região de Sussuarana. As amostras recolhidas foram encaminhadas para análise laboratorial para realização de exames de detecção da febre amarela. Após a identificação dos macacos com suspeita do agravo, equipes do CCZ são destacadas de imediato para os locais onde os bichos foram encontrados. Assim, realizam o bloqueio espacial com borrifação de inseticida com o intuito de eliminar possíveis mosquitos infectados.

"Ficamos praticamente dois meses sem novas identificações de primatas mortos ou aparentemente doentes em perímetro urbano. Na segunda e na terça-feira, identificamos mais três animais na área de Sussuarana. Independentemente do resultado laboratorial, já enviamos agentes de endemias para aplicação de inseticida no entorno da localidade onde os animais foram achados. A estratégia visa reduzir as chances de vetores infectados circular, acabando assim com a cadeia cíclica da doença", afirmou Geruza.

Desde março, 169 macacos foram capturados em Salvador. Desse total, dez tiveram resultado positivo para febre amarela – foram identificados em primatas capturados nos bairros de Ilha Amarela, São Tomé de Paripe, Vila Laura, Boca do Rio, Cajazeiras III, Nova Brasília, Itapuã e Itaigara (três casos).

Mosquito haemagogus 
Na segunda-feira, equipes de Vigilância à Saúde da SMS iniciaram ações de controle vetorial e vacinação no bairro do Cassange. Lá, foi confirmada a presença do mosquito haemagogus - vetor responsável pela transmissão da febre amarela em região de mata.  

A mobilização incluiu a inspeção de agentes de endemias nas residências para identificação e eliminação com aplicação de larvicida dos focos do mosquito, bem como a imunização dos moradores através de visitação casa a casa. 

"Até o final dessa semana, finalizaremos a inspeção de todos os domicílios e a imunização dos moradores da comunidade do Cassange. É uma localidade com grande quantitativo de Mata Atlântica e com identificação positiva para o vetor que realiza a transmissão silvestre da doença. O nosso intuito é finalizar o mais rápido possível a vacinação dos moradores e o bloqueio focal em todas as casas para evitar a transmissão em humanos", explicou Geruza.

Apesar isso, a gestora destacou que não foram registradas ocorrências da patologia em humanos no município. "Um dos transmissores da doença é o mosquito Aedes aegypti, um velho conhecido nosso que também é causador da dengue, zika e chikungunya, e a melhor forma de evitar o avanço das arboviroses é combatê-lo", finalizou. 

O cidadão que encontrar um macaco morto ou com comportamento estranho pode entrar em contato com o CCZ através do telefone 3611-7330 ou 3611-7331.

Fonte: Correio

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